O cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade, com a presença de diversos ecossistemas, riquíssima flora, com mais de 10.000 espécies de plantas, sendo 4.400 exclusivas dessa área.
Porém, até a década de 50, os cerrados eram quase inalterados, a partir de 1960, com interiorização do capital e a abertura de uma nova rede rodoviária, lagos e ecossistemas deram lugar à agricultura extensiva. Com o rápido deslocamento da fronteira agrícola, com base em desmatamentos, queimadas, uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, 67% das áreas do cerrado foram altamente modificadas, restando, atualmente 20% em estado conservado.
Os frutos que restaram dessa enorme vegetação são utilizados de diversas formas, principalmente na geração de renda. Diversas instituições investem em programa e ações sociais que beneficiam o uso de produtos do cerrado, com a finalidade de gerar renda, além de beneficiar comunidades carentes, como a Fundação Banco do Brasil, com a Cajacultura – revitalização e construção de minifábricas de beneficiamento de castanhas; a Mandiocultura – implantação de unidades industriais para a produção de fécula e bioplástico; e vários outros.
Outra forma da utilização de frutos do cerrado é na gastronomia. Muitos são empregados na alta culinária nacional, já que detêm de ricos valores nutricionais e um paladar especial. Diversos chefs já adotaram os sabores peculiares que oferecem um aroma sofisticado e pouco aproveitado, afirma Rita Medeiros, chef sorveteira à frente da Sorbê – Sorveteria Artesanal, “atualmente o Brasil e o mundo investem em produtos do cerrado”, complementa Rita.
Frutos como mangaba, baru, jabobá, macaúba, araticum, cagaita, jenipapo, fruta-do-conde (conhecida também como pinha) e o polêmico pequi já ganharam receitas exóticas e saborosas que identificam muito bem o gosto característico de cada um. Rita Medeiros é uma das empresárias que aderiu à criação receitas com sabores do cerrado, porém, de sorvetes, justamente para destaca-se no mercado. Uma vez, que a Sorbê, referência no Brasil e no mundo, é a única em Brasília que possui em seu cardápio de sorvetes, com sabores de 17 frutos do cerrado.
A empresária tem, ainda, uma preocupação com o cerrado: as frutas são provenientes de coletadores agroextrativistas, uma atividade agrícola sustentável, de baixo impacto e alto valor social, com a extração dos produtos nativos por pessoas comprometidas com a integridade do cerrado.
Para Rita, o importante é manter a qualidade de seus produtos e, assim, a satisfação de quem aprecia sorvete, uma boa opção especialmente para o clima seco de Brasília. “O cerrado é muito rico, e unir essa diversidade ao sorvete é o melhor negócio para mim, e para a cidade”, comenta a empresária e chef.
Serviço:
Sorbê
http://www.sorbe.com.br/
SCLN 405, bloco C, loja 41 tel.: (61) 3447- 4158
Sudoeste CLSW 103, Bloco A, Loja 74, tel.: (61) 3967-6727
SCLS 210, bloco B, loja 18 tel.: (61) 3244- 3164
Brasília - DF
Fonte: Casa da Redação |