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Caso Beatriz: após confissão de suspeito, mãe de criança assassinada diz que caso ainda precisa de respostas

Menina foi morta com 42 facadas dentro da escola em que estudava, no ano de 2015

Foto: Reprodução/TV GLobo

O desfecho do assassinato de menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em Petrolina, município de Pernambuco ocorreu seis anos após a morte da garota.

Nessa segunda-feira (10/01), o suspeito de desferir 42 facadas na garota, dentro de um colégio particular, foi identificado teria confessado o crime, segundo a Polícia Científica do estado. O autor seria Marcelo da Silva, 40 anos, que já cumpre pena por outros crimes.

Mesmo após a identificação do autor, a família da garota diz que o caso ainda precisa de esclarecimentos. Em uma live na rede social, a mãe da menina, Lucinha Mota afirmou que precisa de respostas para ser considerado elucidado.

“No inquérito de Beatriz, não cabe um inocente. Não cabe. Aqui no inquérito de Beatriz só cabe os culpados. Se foi feito exame de DNA, se deu positivo, tem outros elementos que precisam ser confirmados, principalmente a motivação do crime, porque não vem a polícia dizer que ele é um doido que estava no meio da rua e entrou no colégio, não. Não venham. Não venham com esse argumento porque comigo não cola, não. Ninguém entra no colégio Auxiliadora sem ser conduzido por alguém, principalmente para entrar naquelas salas ali. O DNA por si só não é suficiente”, afirmou.

Após concluído, o laudo final do Caso Beatriz foi enviado, nessa terça-feira (11/01), para a Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS) e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O documento, obtido pela TV Globo, não esclarece a motivação do crime e não informa quais outros crimes são atribuídos ao homem que já está no sistema penitenciário.

Segundo o documento, a identificação do autor ocorreu após os peritos coletarem o DNA no cabo da arma, deixada no local do homicídio. A partir da análise, foi possível comparar com o perfil do assassino. O DNA dele fazia parte do Banco Estadual de Perfis Genéticos.

Ao todo, o DNA foi comparado com o material genético de 125 pessoas, consideradas suspeitas. Por meio de nota, a Secretaria de Defesa Social afirmou que, ao ser ouvido pelos delegados da Força Tarefa, Marcelo da Silva confessou o assassinato e foi indiciado.

Desde a data do assassinato, foram realizadas sete perícias. O inquérito acumulou 24 volumes, 442 depoimentos e 900 horas de imagens analisadas.

Marcelo da Silva, 40 anos, é o suspeito de matar a menina Beatriz Mota, em Petrolina, em 2015. Ele teria confessado o crime. Foto: Reprodução/TV Globo/Reprodução

Relembre o caso

Em 10 de dezembro de 2015, Beatriz Angélica Mota, participava da formatura da irmã, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, uma das escolas mais tradicionais de Petrolina. Em determinado momento, a menina saiu do lado dos pais para beber água e desapareceu.

O corpo da menina foi encontrado em um depósito desativado da escola. O local fica perto da quadra onde ocorria a solenidade.

Beatriz tinha 42 perfurações pelo corpo. Os ferimentos foram feitos no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do abdômen da criança.