Equipes de busca encontram corpos de dois bombeiros desaparecidos no Rio Grande do Sul

Os militares desapareceram ao combater o incêndio, seguido de desabamento parcial, que destruiu o edifício da segurança pública

As equipes de busca, resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul encontraram nesta quarta-feira (21) os corpos do 1º tenente Deroci de Almeida da Costa e do 2º sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós nos escombros do prédio da SSP (Secretaria de Segurança Pública), no centro de Porto Alegre. Os dois bombeiros desapareceram ao combater o incêndio, seguido de desabamento parcial, que destruiu o edifício.

O tenente foi encontrado às 18h30 e o sargento às 22h30. Os dois estavam sob os escombros, a quatro metros de distância um do outro, próximos à entrada do Departamento de Comando e Controle Integrado.

“Mais uma vez, ressalto que esses bombeiros cumpriram ao extremo o juramento de colocar a vida em risco para salvar outras vidas. E, seguramente, salvaram muitas vidas, da sua própria guarnição, garantindo que ninguém ficasse para trás”, disse o governador Eduardo Leite (PSDB) em entrevista coletiva no início da madrugada desta quinta-feira (22).

Leite elogiou a atuação das equipes de busca, formadas por 115 homens e mulheres, que trabalharam desde o dia do incêndio, há uma semana, para encontrar os bombeiros desaparecidos. Com aplausos, os integrantes das equipes de buscas homenagearam os bombeiros mortos.

Foi necessário abrir acessos ao local onde os dois bombeiros estavam, no centro do edifício. Os corpos estavam soterrados sob seis metros de escombros e as equipes tiveram que remover as estruturas dos pavimentos desabados para localizar os corpos.

O sargento Munhós estava de folga no dia do incêndio, mas foi ao local ajudar no combate. Saiu de casa em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, e reuniu-se aos demais bombeiros. “Estava ajudando o tenente Almeida, que era o responsável inicialmente por toda atividade operacional de combate ao fogo”, disse o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, César Eduardo Bonfanti.

“Infelizmente tivemos a perda de um companheiro, um grande herói nosso. E nós vamos continuar trabalhando, pois é assim que ele sempre se dedicou”, disse o comandante-geral sobre Almeida.


Os corpos foram levados para o Instituto-Geral de Perícias e devem ser sepultados com homenagens oficiais. A data e o horário dos sepultamentos não haviam sido divulgados até a publicação desse texto.

Após o resgate dos corpos, o governo vai providenciar a demolição total do prédio, que foi condenado por técnicos após o incêndio e desabamento parcial.

O prédio, construído na década de 1970, tem nove andares e uma altura estimada de 27 metros. A SSP funcionava no local desde 2002.

O governador afirmou que o prédio tinha PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndio) aprovado e estava em processo de expansão, um investimento de mais de R$1 milhão do governo gaúcho. Uma empresa privada foi contratada. O plano previa seis meses para execução e estava no segundo mês.

Além da Secretaria de Segurança Pública, funcionavam no local as partes administrativas do Detran, do Instituto Geral de Perícias, da Susepe (Superintendência de Serviços Penitenciários) e o centro de controle (190) da Brigada Militar, a Polícia Militar gaúcha. Ranolfo diz que a ideia é colocar o prédio abaixo e ainda deve ser avaliado se será construída uma nova secretaria.

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