FolhaPress

Estudo do Ipea mostra que 15 estados usaram evidências sem base científica contra a Covid

Levantamento analisou declarações de governadores sobre imunidade de rebanho e 'tratamento precoce'

Imagem fotográfica do coronavírus mostrando as proteínas
Foto: Diimitri Ponikaris

Estudo do IPEA mostra que 15 estados elaboraram políticas públicas ou usaram como base evidências não científicas para nortear o combate à Covid.

A pesquisa levou em conta declarações de autoridades sanitárias e governadores e observou quais recomendaram o chamado “tratamento precoce”, por exemplo, ou nortearam medidas tomadas no estado com a expectativa de que atingiriam a chamada imunidade de rebanho.

O levantamento do instituto, intitulado “Ciência e Pseudociência Durante a Pandemia de Covid-19: O Papel dos ‘intermediários do Conhecimento’ Nas Políticas dos Governos Estaduais no Brasil” analisou ações de janeiro de 2020 até março de 2021.

O Distrito Federal é um dos 15 apontados no estudo. Uma das bases para a inclusão da capital foi o fato de o governador Ibaneis Rocha (MDB) ter declarado, em setembro de 2020, que a imunidade de rebanho havia sido atingida e que por isso poderia reduzir o número de leitos disponíveis para pacientes com Covid.

Já em Mato Grosso, a situação foi diferente. O governo do estado organizou locais onde os chamados “kit-Covid” poderiam ser retirados gratuitamente. Já em Roraima, os remédios que compunham o chamado kit receberam isenção de impostos.

Por Camila Mattoso