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Frentistas procuram presidentes do Congresso para combater ideia de autoatendimento em postos

Proposta sugere uma transição de cinco anos

Combustíveis
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sindicatos de frentistas que têm se articulado para impedir a tentativa de colocar bombas de autoatendimento nos postos de combustíveis procuraram o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para tratar do assunto.

A proposta de automatizar a operação foi apresentada novamente pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), agora em uma emenda à Medida Provisória que antecipa as mudanças no comércio varejista de combustíveis. Desta vez, Kataguiri sugere uma transição de cinco anos para que os postos ofereçam total ou parcialmente o serviço de autoatendimento.

“Nós não queremos transição. Defendemos a existência da lei que proíbe essa prática, porque os postos não são restaurantes ou lanchonetes. É um ambiente que requer treinamento”, afirma Eusébio Neto, presidente da Fenepospetro (Federação Nacional dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo).

Ele diz que os sindicalistas estão confiantes na compreensão de Lira e acreditam que a proposta não será levada adiante na Câmara.

“Sabemos que a política é muito dinâmica, então não vamos baixar a guarda”, afirma Neto.
​Pelos cálculos da categoria, a implementação do autoatendimento ameaçaria o emprego de 500 mil trabalhadores, piorando o desemprego no país. Segundo Neto, a ideia agora é tentar um encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Texto: Joana Cunha