Da redação
Do Mais Brasília

Apito e rede social para coibir o crime em Santa Maria

Comunidade recebe o programa ‘Rede de Vizinhos Protegidos’, que cria um canal direto com a Polícia Militar para aumentar a segurança

Os moradores também criaram grupos em redes sociais para trocar mensagens em situações de ocorrências. Um militar do 26º Batalhão é o moderador do canal | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O programa Rede de Vizinhos Protegidos, da Polícia Militar, chegou esta semana a um dos maiores condomínios de Santa Maria. O Santos Dumont, com cerca de 10 mil habitantes, recebeu a iniciativa que visa aproximar os moradores da PM, criar uma rede de solidariedade e aumentar a segurança na região.

Sete quadras já integram essa rede de proteção e ganharam um canal direto com a polícia. A iniciativa tem chamado a atenção de outros moradores do residencial, mas para a adesão é preciso antes fazer um cadastro junto ao batalhão e, também, a aquisição de uma placa de identificação. Esta sinalização, segundo o projeto, é custeada pela comunidade, deve ser fixada em local visível e exibe um alerta de que a área é monitorada pela PMDF.

Nos mesmos moldes do programa Guardião Rural, do Batalhão de Policiamento Rural, são criados grupos em redes sociais para trocar mensagens em situações de ocorrências, com a participação de moradores da região. Um militar do 26º Batalhão foi designado como moderador do canal. A polícia oferece ainda o número de um celular funcional para servir como disque-denúncia.

O militar da reserva Francisco Aguiar, 58 anos, é morador e responsável pela rede da quadra QRI 19, do Santos Dumont. Ele conta que é um entusiasta do programa, o qual conheceu no Lago Norte, a primeira região administrativa a contar com o Rede de Vizinhos Protegidos.

“O morador precisa ser ‘o olho’ da polícia na sua área residencial. Os policiais não conseguem estar presentes em centenas de lugares ao mesmo tempo”, pontua Francisco. “O pessoal daqui tem interagido bastante e gostamos das dicas de segurança recebidas”, acrescenta.

Apitos de alerta

Outra ferramenta usada são os apitos, distribuídos entre a comunidade. “Se o cidadão percebe algum comportamento estranho ou situação de crime, ele apita para chamar a atenção dos vizinhos”, explica o tenente Eudes Izaías, coordenador do programa da PMDF em Santa Maria. “A tendência é que outros comecem a apitar e isso ajuda a dispersar o possível ladrão ou criminoso”, emenda.

Izaías reforça que o objetivo é fazer com que cada pessoa se empenhe na segurança do local onde mora. “Não resta dúvida que, se tiver mais gente colaborando, a polícia vai chegar bem mais rápido para o atendimento”, observa o policial.

Expansão da rede

A novidade tem sido bem recebida na cidade. Segundo a administradora Marileide Romão, outros bairros, como o DVO, o residencial Total Ville e o Polo de Desenvolvimento JK, podem ser os próximos beneficiados.

“Tenho recebido diversos pedidos de informações sobre o programa e estou agendando reuniões com a polícia e associações de moradores. É um projeto maravilhoso e que aumenta a sensação de segurança das pessoas”, conclui Marileide.