Belarus quer retomar comércio de potássio com Brasil, disse embaixador Sergey Lukashevich em almoço para jornalistas no DF – Mais Brasília
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Belarus quer retomar comércio de potássio com Brasil, disse embaixador Sergey Lukashevich em almoço para jornalistas no DF

Lukashevich ainda trouxe dados expressivos para explicar a urgência da retomada desta atividade comercial

Foto: Divulgação/Abrajinter

O embaixador bielorrusso Sergey Lukashevich disse “estar trabalhando para construir novas oportunidades de retomar o fornecimento de comércio potássio para o Brasil”. Lukashevich ainda trouxe dados expressivos para explicar a urgência da retomada desta atividade comercial.

“A  importância  dos  fertilizantes  potássicos  bielorussos  para  o  Brasil  é melhor ilustrada pelos números. Em janeiro/março de 2022 Belarus forneceu ao Brasil US$ 170 milhões em fertilizantes, a um preço médio de US$ 278 por tonelada. Em comparação, o potássio canadense é 60,5% mais caro, e o russo, 59%”.

E acrescentou: “Fertilizantes potássicos, inseticidas e herbicidas tradicionalmente constituía a maior parte das exportações bielorrussas, em outras palavras, tudo  o que ajuda o Brasil a alimentar não apenas toda a América Latina, mas todo mundo”.

A fala ocorreu em um discurso durante um almoço realizado na última terça-feira (10/5), pela Embaixada da Belarus, para os jornalistas da Associação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores da Área Internacional e Diplomática (Abrajinter).

O evento foi realizado também para que a imprensa conhecesse um pouco da história e das comemorações da Bielorrússia a uma data de extrema importância àquela nação, o Dia da Vitória, 9 de maio.

Este dia é um feriado sagrado para os bielorrussos, uma homenagem de memória, profundo respeito e gratidão aos soldados soviéticos, e a todos que colaboraram para a vitória coletiva sobre o fascismo, incluindo a participação do Brasil. À época, a guerra, que começou em 22 de  junho de 1941, durou 1418 dias.

Ainda sobre a questão do potássio, o embaixador acrescentou que existem os “três grandes” produtores de potássio no mundo: Belarus, Rússia  e Canadá. Esses três países respondem por  80% do mercado de potássio no Brasil.

“Um pacote inteiro de sanções contra a Rússia e Belarus é imposto, por diferentes razões e em diferentes momentos. A questão importante é: quem  se torna o único jogador que aumentará os preços e quem será enfileirado pelos ministros da agricultura de diferentes países?”

Para o embaixador bielorrusso Sergey Lukashevich, “infelizmente, os políticos que impõem sanções não pensam  nada  sobre as pessoas comuns em países como Brasil, China e Índia. A segurança alimentar de toda a humanidade está agora em risco, razão pela qual é necessário fazer  um esforço conjunto da Embaixada,  do  Ministério  das  Relações  Exteriores do Brasil, do Planalto e a Frente Parlamentar da Agricultura”.

Em seu discurso, Lukashevich ratificou que as falas “não são mera palavras pomposas”. E explicou: “Há  apenas um  mês o  chefe  da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, previu uma crise alimentar para o mundo. E o Secretário Geral da ONU, António Guterres, em discurso ao Conselho de Segurança da ONU, pediu que os fertilizantes de Belarus e da Rússia retornassem aos mercados mundiais como uma solução eficaz para o “problema da segurança alimentar global”.