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CLDF aprova carreira de magistério com 3,5 mil vagas na Universidade do DF

Ingresso ocorrerá exclusivamente por concurso público de provas e títulos

CLDF
Foto: Bruno Sodré/CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, no final da tarde dessa quarta-feira (13/10), em segundo turno, o projeto de lei que cria a carreira de magistério superior na capital. O texto foi aprovado com 12 votos favoráveis, menos de três meses depois da criação da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF).

De acordo com o projeto, serão criados 2,5 mil cargos de professor e outros mil de tutor de educação superior, com ingresso “exclusivo” por concurso público de provas e títulos. Também tramita na CLDF uma proposta de emenda à lei orgânica nº 36/2021, que cria o fundo orçamentário para a UnDF a partir das receitas públicas do Distrito Federal.

“O governo do Distrito Federal dá mais um passo certeiro para a consolidação da política de educação superior pública distrital. A aprovação da carreira de magistério superior na CLDF consolida o tripé legal: concepção da UnDF, criação da carreira docente e proposição de oferta equânime e multicampi”, afirma a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck.

A reitora explica que o projeto apresenta muitas possibilidades que poderão assegurar uma docência, dentro da UnDF, que converse com o resto do mundo e que não fique voltada para dentro de suas cátedras. “Nós pretendemos ter professores capazes de atuar em mais de um curso, um profissional plural que atenda às necessidades também plurais que a população do DF demanda neste momento”, explica.

Sobre a UnDF

O ingresso dos estudantes nos cursos deve ocorrer nos moldes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola Superior de Gestão (ESG), uma vez que ambas serão integradas à universidade. Logo, 40% das vagas da instituição serão destinadas a alunos que concluíram a educação básica integralmente na rede pública.

A cota racial, prevista na lei distrital nº 3.788/2006, também será atendida. Outras possibilidades de admissão são por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Em 28 de julho, durante a cerimônia de sanção da lei de criação da UnDF, Ibaneis anunciou o investimento de R$ 200 milhões, durante os próximos quatro anos, além da realização de concurso público e da cessão de um imóvel no Lago Norte, pela Terracap, para funcionamento inicial da universidade.

O campus poderá atender, inicialmente, estudantes do Varjão, Paranoá, Itapoã, Sobradinho e Planaltina. O governador também anunciou o projeto para construção de um prédio na área do Parque Tecnológico (Biotic), que será destinado às instalações acadêmicas. Na expectativa de atender a demanda de outras regiões, o chefe do Executivo pretende instituir unidades do campus em diversas regiões administrativas do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride).

À época da sanção, o governador fez questão de destacar que a criação da universidade não significa gerar uma despesa, mas um investimento. “Quando se trata de educação, você não está gerando despesa, está gerando riqueza. É essa riqueza que eu quero para a população, em especial, para os mais pobres”, afirmou o chefe do executivo.

Estão previstos cursos nas áreas das ciências da saúde e humanas, gestão governamental de políticas públicas e de serviços, educação e magistério, entre outras.