Do Mais Brasília

GDF cria painel para monitorar casos de feminicídios

Ferramenta interativa tem como objetivo proporcionar mais transparência e interação com diversos segmentos da sociedade e do governo

Foto: Pixabay

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) lançou, nesta segunda-feira (21/6), mais uma ferramenta para o enfrentamento à violência contra a mulher. O painel interativo de feminicídios tem como objetivo proporcionar mais transparência e interação com os diversos segmentos da sociedade e do governo.

O material, que será disponibilizado por meio de tecnologia de Business Intelligence (BI), é semelhante ao já conhecido Painel Covid, utilizado pelo GDF para divulgação dos dados referentes à pandemia do novo coronavírus no Distrito Federal.

Durante a cerimônia de lançamento, o vice-governador Paco Britto (Avante) destacou a força da união entre os órgãos do governo. “O maestro Ibaneis Rocha quer todas as secretarias e órgãos de segurança trabalhando em conjunto, pois a violência doméstica contra a mulher é uma violação aos direitos humanos, com forte impacto na saúde pública, devido às alterações significativas no estado psicossocial das vítimas”, alertou.

Paco acrescentou que a violência contra a mulher se trata de um problema de ordem pública. “É importante não deixarmos que essa situação continue. O GDF tem a missão e o dever de realizar um atendimento de excelência para as mulheres”, concluiu, lembrando que, em 2020, houve mais de 50% de redução nos feminicídios no DF.

Ferramenta

A plataforma disponibilizará informações detalhadas sobre todos os feminicídios ocorridos no Distrito Federal. Os dados fazem parte de análises e estudos da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF), da SSP.

O levantamento considera casos registrados desde a publicação da Lei 13.104, em março de 2015, que tipifica este crime. A ferramenta permite realizar pesquisas, inclusive dos locais de maior incidência do crime, idade das vítimas e regiões administrativas que as vítimas residem.

A iniciativa integra o programa Mulher Mais Segura, lançado em março deste ano pela Secretaria de Segurança Pública, para coordenar iniciativas de proteção e prevenção de crimes cometidos contra as mulheres.

O material poderá subsidiar os gestores públicos, o sistema de justiça, acadêmicos, imprensa e população. Os dados serão atualizados sistematicamente e poderão ser acessados por meio do site da pasta, inclusive pelo celular.