Marcelo Moura
Do Mais Brasília

Memes e redes sociais sobre Lázaro povoam o mundo virtual

WhatsApp, Facebook, Instagram, Kway, TikTok e outros são terreno fértil para material, inclusive em tom de brincadeira, sobre o foragido

A rotina de fugas e a maneira como o foragido Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, vêm driblando as ações de busca alimentam o imaginário popular e se tornam fonte de inspiração para os memes. Já são inúmeros os vídeos e fotos em que o acusado de matar quatro pessoas de uma mesma família no Incra 9, em Ceilândia, figura como personagem principal. Nas redes sociais, os perfis em nome do suspeito se multiplicam.

Nos memes produzidos com seu nome, normalmente Lázaro aparece em montagens que o colocam em situações engraçadas, relacionadas a disfarces e fugas. Também há comparações com figuras da cultura pop, como o Mestre dos Magos, personagem do desenho Caverna do Dragão que sempre desaparecia no meio da conversa. Neste caso, Lázaro foi chamado de Mestre dos Matos, devido à sua habilidade em meio à vegetação.

 

O WhatsApp se torna terreno fértil para essa troca de material cômico envolvendo a situação. Outras redes sociais também são povoadas pelos memes sobre as buscas e a fuga de Lázaro, como é o caso do Kway e do TikTok. Queridinhas dos jovens, ambas as plataformas trabalham com vídeos curtos, geralmente engraçados.

“Sabemos que a situação é grave, muito grave. Então esses memes acabam servindo como válvula de escape, uma forma de aliviar um pouco a tensão frente à ameaça que esse homem representa à sociedade”, afirmou a massoterapeuta Nice da Silva, moradora de Ceilândia. Mãe de três filhos, ela conta que alerta a todos sobre o perigo das ruas.

 

Redes sociais

Além dos memes, os perfis nas redes sociais com o nome de Lázaro Barbosa se multiplicam. As fotos divulgadas pela polícia são as mais utilizadas para ilustrar as contas criadas no nome do foragido.

Uma simples busca no Facebook, por exemplo, revela uma variedade de perfis atribuídos ao procurado pela polícia. Muitos deles chegam a ter amigos. Alguns utilizam a rede para postagem de material engraçado, como os memes citados nesta matéria, e montagens com fotos de Lázaro.

 

Mas a história não para no Facebook. O Instagram segue na mesma linha, e também já é povoado por diversos perfis no nome do acusado por diversos crimes.

 

O que inicialmente seria uma brincadeira, no entanto, pode trazer sérias complicações para os responsáveis. De acordo com o artigo 307 do Código Penal, a utilização de foto e nome de uma pessoa real na internet pode ser considerada crime de falsa identidade. Quem for condenado por esse delito está sujeito a pegar até um ano de prisão. Então, no risco, melhor não brincar.