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Planetário de Brasília passa a ter nome do astrônomo Luiz Cruls

A medida, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (20/5), homenageia o geógrafo belga Louis Ferdinand Cruls, que chefiou Comissão Exploradora do Planalto Central, em 1892

Planetário de Brasília
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília.

O Planetário de Brasília, localizado no Eixo Monumental, passa a ter o nome do astrônomo e geógrafo belga, Luiz Cruls. O projeto de autoria da deputada distrital Arlete Sampaio (PT) foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta quinta-feira (20/5).

Ao apresentar a proposta em 2019, a parlamentar destacou que a sugestão partiu de professores que promovem a educação patrimonial no processo de aprendizagem da rede pública de ensino do DF, “em evento de meu mandato em que se comemorava o Dia do Patrimônio Cultural, fato que agrega valor inestimável à proposição”.

Além de ser aprovada em plenário, a mudança de designação foi debatida em audiência pública da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Luiz Cruls

A criação de Brasília, sonhada por dois séculos e inaugurada no dia 21 de abril de 1960, começou com projetos esboçados desde o período colonial. No século 18, o governo português cogitava a possibilidade de transferir a capital do Brasil para o interior.

Em 1892, a proposta começou a ser consolidada, quando o então presidente Floriano Peixoto determinou que uma comissão de cientistas explorasse o Planalto Central e demarcasse a área que seria destinada ao Distrito Federal.

A Comissão Exploradora do Planalto Central, composta por 21 pessoas e chefiada pelo astrônomo e geógrafo belga Louis Ferdinand Cruls. A exploração foi chamada de Missão Cruls, que demarcou uma área de 14.400 km², considerada adequada para a futura capital, que ficou conhecida como “Quadrilátero Cruls”.

A equipe de Cruls era composta por pesquisadores, geólogos, geógrafos, botânicos, naturalistas, engenheiros e médicos, entre outros, e realizou estudos científicos até então inéditos na região, mapeando aspectos climáticos e topográficos, além de estudar a fauna, a flora, os cursos de rios e modo de vida dos habitantes.