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Vaquinha pretende ajudar estudante que teve carro queimado durante protestos em Brasília

Para Gabriel, o carro representava mais do que um meio de transporte, porque o veículo foi herdado do avô, Expedito Marques, que morreu neste ano de um infarto fulminante aos 84 anos

Foto: Reprodução

O carro do estudante de relações internacionais Gabriel Marques, de 21 anos, foi apedrejado e incendiado por vândalos durante protestos antidemocráticos no centro de Brasília na noite da última segunda-feira (12/12).

O veículo estava estacionado em frente à sede da Polícia Federal (PF), quando foi atingido por um grupo extremista que tentou invadir o prédio. De acordo com o estudante, o carro, um Fiesta Sedan cinza, teve perda total.

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Ao Mais Brasília, Gabriel relata que, naquele dia resolveu sair mais tarde do local em que trabalha, um escritório de advocacia no Setor Hoteleiro Norte (SHN).

“No dia foi caótico. Eu sempre fico no trabalho até às 19h. Excepcionalmente na segunda participei de um evento online e fiquei no escritório até mais tarde. Quando desci, por volta das 20h, encontrei meu carro totalmente depredado e liguei pra um familiar pra pedir um guincho e me ajudar. Em poucos minutos, assim que deliguei a ligação a polícia jogou gás lacrimogêneo nos manifestantes pra dispersar a multidão e eu me afastei”, disse.

Populares que acompanharam a cena explicaram a ele o contexto das manifestações do grupo extremista. Ele acompanhou, de longe, o próprio carro ser queimado.

“Ainda esperando o guincho, quando me afastei, dentro de 5 minutos, os manifestantes começaram a incendiar entulhos e lixos e bloquear as ruas. Quando avistei de longe o meu carro já estava em chamas, não tentei impedir pra evitar de ser agredido ou coagido de alguma forma. Voltei para o escritório e fiquei até às 22h quando as ruas estavam mais “‘tranquilas'”.

Para Gabriel, o carro representava mais do que um meio de transporte, porque o veículo foi herdado do avô, Expedito Marques, que morreu neste ano de um infarto fulminante aos 84 anos.

“Éramos muito próximos, meu avô e eu. Ele sempre foi uma inspiração pra mim sabe. Eu era muito apegado ao meu avô e senti muito a perda dele, sofro até hoje com essa falta, era uma uma das pessoas que eu mais admirava! Veio pra Brasília na época da construção e batalhou muito pra dar uma vida digna pra nossa família. Ele trabalhou em obras importantes como a construção do Itamaraty, o hospital Sarah Kubitscheck e alguns dos ministérios. E hoje, quando eu me vejo visitando esses lugares que as autoridades ocupam sinto a importância que ele teve. Isso parece ser bobo, mas tem um grande significado pra mim”, finalizou o estudante.