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Na expectativa do Auxílio Brasil, capitais têm filas para inscrição no Cadastro Único

A inscrição ou atualização na base de dados é um dos requisitos para recebimento do benefício

Foto: Agência Brasil

Postos do Cadastro Único em pelo menos três capitais registraram longas filas entre quinta (4/11) e segunda-feira (8/11). A inscrição ou atualização na base de dados é um dos requisitos para recebimento do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.

A alta procura se intensificou desde o fim de outubro, quando o governo anunciou o fim do Bolsa Família e intensificou as discussões do Auxílio Brasil, que foi regulamentado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta segunda.

No Recife, as longas filas começaram já na sexta-feira (5/11), com centenas de pessoas em frente à unidade localizada no centro da cidade. Pessoas presentes relataram que havia inclusive venda de lugares nas filas.

No local de atendimento na Rua do Imperador, uma das principais do centro da capital pernambucana, são distribuídas 60 senhas por dia. As entradas acabaram em cerca de dez minutos na sexta.

O novo programa de transferência de renda vai usar a base de dados do Cadastro Único, que é do governo federal. Mas a inscrição na plataforma é de responsabilidade da prefeitura de cada município.

Em Belém, no Pará, as longas filas começaram na sexta no Centro de Referência e Atenção Social do bairro Guamá. Muitas pessoas ficaram aglomeradas e reclamaram do número de senhas para atendimento na sexta.

Em Ananindeua, na Grande Belém, a espera estava tão demorada que pessoas interessadas desistiram de ficar na fila na quinta-feira (4/11).

Na Bahia, populares passaram a noite da quarta para a quinta passada em frente ao ponto do bairro da Barroquinha, em Salvador. Alegando número reduzido de senhas, as pessoas montaram acampamentos para conseguir as primeiras vagas de atendimento na manhã seguinte.

Para tentar contornar os transtornos, a Prefeitura de Salvador ampliou de 200 para 1.200 o número de atendimentos diários de segunda a sexta-feira.
A ideia do governo federal é seguir o mesmo calendário de pagamentos do Bolsa Família.

O governo Bolsonaro quer viabilizar um benefício de ao menos R$ 400 até dezembro de 2022, ano eleitoral. Para isso, precisa que o Congresso Nacional aprove a PEC do Calote, que já recebeu aval da Câmara dos Deputados em primeiro turno.

A Proposta de Emenda à Constituição dribla o teto de gastos para que o governo aumente o Auxílio Brasil.

Apesar da procura das famílias, a obrigatoriedade de atualização no CadÚnico está suspensa desde o início da pandemia e assim seguirá pelo menos até janeiro. Isso porque o governo prorrogou a medida em outubro por mais 120 dias.

No entanto, o usuário precisa ter seus dados no Cadastro Único para receber o Auxílio Brasil.

O Auxílio Brasil começa a ser pago neste mês e terá três eixos básicos. O Benefício Primeira Infância, destinado a famílias com crianças até 3 anos, terá valor mensal de R$ 130. O Benefício Composição Familiar, voltado a famílias com gestantes ou pessoas entre 3 e 21 anos, será de R$ 65 ao mês. Há ainda o Benefício de Superação da Extrema Pobreza, pago em valor que permita que a família saia da linha da extrema pobreza, estipulada em R$ 100 de renda per capita mensal.