PIB cresce 1,2% no segundo trimestre com volta de serviços no Brasil – Mais Brasília
FolhaPress

PIB cresce 1,2% no segundo trimestre com volta de serviços no Brasil

Resultado divulgado pelo IBGE vem acima das expectativas de analistas

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2022, em relação aos três meses imediatamente anteriores. É o quarto resultado positivo em sequência do indicador, apontam dados divulgados nesta quinta-feira (1º/9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A variação ficou acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam alta de 0,9% na mediana.

O PIB mede a produção de bens e serviços no país a cada trimestre. O avanço do indicador é usualmente chamado de crescimento econômico.

Conforme o IBGE, o novo resultado fez o PIB avançar 2,5% no primeiro semestre do ano. Com isso, a atividade econômica do país está 3% acima do nível pré-pandemia, do quarto trimestre de 2019. Também atingiu o segundo patamar mais alto da série, atrás apenas do alcançado no primeiro trimestre de 2014.

O segundo trimestre deste ano ainda mostrou reflexos da reabertura de atividades após as restrições na pandemia. Com o aumento da circulação de pessoas e a volta de negócios presenciais, houve impulso para a prestação de serviços, o principal setor do PIB.

Os serviços, indicou o IBGE, puxaram o crescimento da economia de abril a junho. A alta do segmento foi de 1,3%.

“Os serviços estão pesando 70% da economia, então têm um impacto maior nesse resultado. Dentro dos serviços, outras atividades de serviços (3,3%), transportes (3,0%) e informação e comunicação (2,9%) avançaram e puxaram essa alta”, disse Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, em nota.

“Em outras atividades de serviços, estão os serviços presenciais, que estavam represados durante a pandemia, como os restaurantes e hotéis, por exemplo”, completou.

Na indústria, a alta foi de 2,2%. É a taxa mais elevada desde o terceiro trimestre de 2020 (14,7%), quando o setor começava a se recuperar da pandemia e apresentava uma base de comparação depreciada, apontou o IBGE. A agropecuária, que havia recuado 0,9% no primeiro trimestre, subiu 0,5% no segundo.

Em um ambiente marcado pela pressão inflacionária, o governo Jair Bolsonaro (PL) decidiu apostar na liberação de recursos para tentar atenuar a perda do poder de compra dos brasileiros às vésperas das eleições.

No segundo trimestre, o governo autorizou saques de contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e antecipou o 13º de aposentados.

Pela ótica da despesa, o consumo das famílias cresceu 2,6% de abril a junho, a maior alta desde o quarto trimestre de 2020 (3,1%). Já o consumo do governo recuou 0,9%, após registrar estabilidade no trimestre anterior (-0,1%). Os investimentos na economia, medidos pelo indicador de FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), aumentaram 4,8%.