Bruno Fratus destaca importância da saúde mental: ‘Eu tive dificuldade’

Medalhista de bronze aproveitou o espaço que ganhou com a medalha olímpica para falar sobre uma questão que o afetou

Medalhista de bronze nos 50 m livre da natação nas Olimpíadas de Tóquio, Bruno Fratus falou sobre a importância da saúde mental para a conquista de sua medalha. Na opinião do atleta, o principal trabalho de um nadador não é cruzar piscinas, mas inspirar outras pessoas a seguirem no esporte.

Assim, Fratus aproveitou o espaço que ganhou com a medalha olímpica para falar sobre uma questão que o afetou e que ele faz questão de cuidar para ser bem-sucedido em suas competições, que é a saúde mental.

“O trabalho do nadador não é atravessar uma piscina, mas inspirar e motivar todas aquelas pessoas que seguem o esporte. Eu usei minha plataforma para falar sobre saúde mental porque foi algo que me atingiu, um campo em que eu tive dificuldade em um passado não muito distante. E não são só atletas. Qualquer pessoa que cuida da saúde mental, está cuidando da saúde”, declarou Fratus em entrevista à CNN Brasil.

“A gente veio para a vida para ser feliz, para aproveitar o que a vida tem de melhor para a gente, para amar e ser amado, inspirar, se permitir ser inspirado, cuidar da saúde mental, se sentir bem consigo mesmo, no seu meio, no seu ambiente, se sentir bem com seu trabalho, na sua comunidade é extremamente importante para a saúde mental da pessoa e para que todo mundo tenha uma vida mais agradável”, continuou.

Em Tóquio, Bruno Fratus disputou suas provas no período da manhã, o que ele revelou ser uma ‘feliz coincidência’, já que seus treinos costumam ser neste horário. O nadador destacou que os Jogos Olímpicos nem sempre oferecem as condições ideais de disputa, tornando-se competições em que a adaptação faz muita diferença.

“Foi uma coincidência feliz [os horários]. Eu prefiro treinar de manhã, eu tenho treinado de manhã boa parte da minha carreira, quando faço mais força, quando faço o treino principal. Como eu disse: os Jogos Olímpicos são uma competição mental. No Rio de Janeiro, as provas eram bem tarde: 23h, 00h. Em Pequim, também foi de manhã. A competição dos Jogos Olímpicos não são perfeitas, é mais sobre estar pronto independente das condições”, concluiu o nadador.

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