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Carol Santiago conquista medalha de bronze nos 100m costas S12

Esta foi a primeira medalha assegurada pelo Brasil no terceiro dia de provas da natação

Carol Santiago
Foto: Miriam Jeske/CPB

Maria Carolina Santiago conquistou o bronze na disputa dos 100 metros costas S12 (para atletas com baixa visão) nas Paralimpíadas de Tóquio. Esta foi a primeira medalha assegurada pelo Brasil no terceiro dia de provas da natação, que também teve prata com Gabriel Bandeira e ouro com Wendell Belarmino. Agora o país tem nove medalhas só na natação.

Carol, que é pernambucana, da geração de Joanna Maranhão, e só migrou para o esporte paralímpico em 2018, terminou a prova com o tempo de 1min09s18 para garantir a primeira medalha feminina da natação brasileira em uma prova individual em Tóquio. O ouro ficou com a britânica Hannah Russell, que concluiu a distância em 1min08s44. A prata acabou com a russa Daria Pikalova, com 1min08s76.

“Esse resultado representa muito para mim, foi uma preparação bem dura, é uma grande emoção. Eu falava como eu estava feliz de estar aqui. Infelizmente, não temos as arquibancadas lotadas, mas é incrível. Eu queria muito essa medalha, e a gente conseguiu”, disse Carol Santiago, ao SporTV.

As três nadadoras que foram para o pódio dominaram a prova do início ao fim. A quarta colocada, a espanhola Maria Delgado Nadal, foi três segundos mais lenta do que a brasileira, não chegando a ameaçar a sua presença no pódio.

Russell liderou desde o começo. Já Carol virou em terceiro lugar nos primeiros 50m, perto de Pikalova. Mas a russa se manteve na segunda posição na metade final da prova, assegurando a medalha de prata.

A brasileira, de 36 anos, já havia competido em Tóquio nos 100m borboleta da classe S13, tendo ficado apenas na sexta colocação. E ainda está inscrita em outras três provas: 50m livre S13, 100m livre S12 e 100m peito SB12. Ela, inclusive, é vista como favorita ao pódio nas provas do estilo livre.

Afinal, no Mundial de 2019 foi ouro nos 50m livre e 100m livre. Em junho, na seletiva brasileira dos 50m livre, bateu o recorde mundial da prova. Pernambucana, ela nasceu com síndrome de Morning Glory, alteração congênita na retina que reduz o campo de visão. Ela defende o Grêmio Náutico União (GNU), de Porto Alegre.