Covid afasta cinco funcionários de hotel com judocas brasileiros no Japão
FolhaPress

Covid afasta cinco funcionários de hotel com judocas brasileiros no Japão

O diretor de esportes do COB, Jorge Bichara, afirmou que existe um plano B de acomodação caso a situação no hotel se agrave nos próximos dias

O primeiro caso de preocupação relacionado à pandemia da Covid-19 para a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio aconteceu na cidade de Hamamatsu.

Cinco funcionários do hotel que hospeda parte da delegação do judô durante a aclimatação tiveram testes positivos de coronavírus confirmados recentemente, antes da chegada dos brasileiros nos últimos dias. O local recebe seis judocas do país que participarão do torneio olímpico e mais nove sparrings da equipe.

“Temos conversado diariamente com a cidade para entender o que eles estão adotando de medidas, e a cidade tem sido muito parceira nossa, relatado imediatamente. Eles [funcionários com teste positivo] em momento algum tiveram contato com a nossa delegação, que desde a chegada tem um elevador privativo, não participa e não fica em nenhuma área social do hotel”, disse Ana Carolina Corte, coordenadora médica do COB (Comitê Olímpico do Brasil), durante entrevista coletiva promovida pela entidade nesta terça-feira (13).

“A comunicação veio a partir do hotel para a responsável do COB que já estava lá. Todas as medidas deram segurança para mantermos a equipe ali e tornamos ainda mais rigoroso nosso protocolo inicial. O nosso grupo usa máscaras N95 e está orientado a manter as medidas de higiene de mãos o tempo todo, tem alimentação em local exclusivo. A equipe se sente segura nesse hotel, e se eles se sentem seguros, nós nos sentimos também, mas claro que vamos avaliar dia a dia”, completou.

O diretor de esportes do COB, Jorge Bichara, afirmou que existe um plano B de acomodação caso a situação no hotel se agrave nos próximos dias, mas que até o momento entende que há segurança para que os atletas permaneçam no local.

Segundo Ana Corte, a testagem de todos os atletas que já chegaram ao país-sede está sendo feita diariamente, por meio de antígeno de saliva, com a divulgação dos resultados no mesmo dia. O período de isolamento para casos positivos foi confirmado pelos organizadores em 14 dias, um ponto que estava aberto pela última versão do guia de regras sanitárias dos Jogos.

Os contatos próximos de uma pessoa que tiver a infecção confirmada terão que cumprir o mesmo período de isolamento.

Durante a entrevista coletiva, foi informado que 90% da delegação brasileira de 301 atletas confirmados e mais 18 substitutos tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 antes do embarque, e 75% dos participantes estão totalmente imunizados. Os organizadores dos Jogos estimam em 80% o total de ocupantes da Vila Olímpica que estarão vacinados.

Bichara confirmou que alguns integrantes da delegação optaram por não se imunizar. O número e os nomes dessas pessoas, porém, não serão divulgados “por questão de ordem pessoal”.

“Entendemos [a vacinação] como muito importante, significativa, mas respeitamos as posições de cada um. Vamos cobrar respeito às medidas de todos, e mais desses atletas, para manter todas as condições de segurança”, afirmou.

Além da inclusão dos participantes no plano de imunização do governo brasileiro, por meio de doses doadas pelas empresas Pfizer e Sinovac via acordo com o COI (Comitê Olímpico Internacional), vários atletas se vacinaram no exterior, por diferentes caminhos.

Alguns aproveitaram a facilidade para se imunizar nos EUA, outros se beneficiaram de acordos costurados com comitês olímpicos nacionais dos países onde vivem, defendem clubes ou ainda participaram de treinamentos e competições.

Para diminuir a resistência da população local em receber dezenas de milhares de pessoas de todos os lugares do mundo, a organização de Tóquio-2020 incentivou os esforços para que os viajantes possam chegar ao Japão vacinados. No país-sede, a imunização completa alcançou 17,9% da população até esta terça-feira (13).