Estadão Conteúdo

Liga espanhola diz que não encontrou evidências de racismo a zagueiro do Valencia

A liga espanhola explicou que "foram examinados os arquivos audiovisuais e digitais disponíveis, analisados os áudios do encontro"

Mouctar Diakhaby

A LaLiga, empresa que organiza o Campeonato Espanhol, informou nesta sexta-feira que não encontrou “em nenhum dos meios de comunicação disponíveis” qualquer indício de que Juan Cala, jogador do Cádiz, tenha proferido insultos racistas contra o zagueiro Mouctar Diakhaby, do Valencia, durante a partida entre as equipes no último domingo, em Cádiz.

“Após a análise dos elementos, conclui-se que não foi encontrada nenhuma evidência em nenhum dos suportes disponíveis na ‘LaLiga’ de que o jogador Juan Torres Ruiz (Juan Cala) tenha insultado Mouctar Diakhaby nos termos denunciados”, afirmou a empresa em um comunicado oficial.

A liga espanhola explicou que “foram examinados os arquivos audiovisuais e digitais disponíveis, analisados os áudios do encontro, as imagens veiculadas e o que foi divulgado nas diferentes redes sociais”. “Para complementar o relatório, foi contratada uma empresa especializada, que realizou uma análise labial das conversas e um estudo do comportamento dos jogadores Juan Torres Ruiz (Juan Cala) e Mouctar Diakhaby”, informou.

Na nota, a LaLiga “reitera a sua condenação ao racismo em todas as suas formas e mantém o compromisso de lutar permanentemente contra qualquer tipo de manifestação a este respeito, que se materializou na apresentação de inúmeras denúncias de crimes de ódio, inclusive com ação penal, em processos anteriores”.

Diakhaby abandonou o gramado aos 29 minutos do primeiro tempo, assim como os seus colegas de equipe. O jogo foi retomado cerca de 20 minutos depois, mas já sem o zagueiro do Valencia, que foi substituído. Cala continuou em campo e até marcou um dos gols da vitória do Cádiz por 2 a 1.

Na última segunda-feira, Cala se pronunciou brevemente sobre o ocorrido. “Estou tranquilo. Não vou me esconder. Estou muito tranquilo. Parece que não há presunção”, disse.