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Doria reduz ataques a Bolsonaro e testa novo estilo político em jantar com empresários

Diante de cerca de 50 convidados, o tucano substituiu xingamentos por críticas específicas a políticas do atual governo

João Doria, governador de SP
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governador João Doria (PSDB-SP) fez ajustes e colocou um novo discurso político em teste na noite desta quarta-feira (10/11) em jantar com empresários em São Paulo.

Diante de cerca de 50 convidados, o tucano substituiu xingamentos diretos a Jair Bolsonaro (sem partido) por críticas específicas a políticas do atual governo.

A avaliação de aliados do político é a de que vai ser mais produtivo que ele concentre energia falando suas propostas para melhorar a situação do país do que siga somente com ataques.

A análise do grupo é a de que o perfil dos seus eleitores e o dos de Bolsonaro são semelhantes. O discurso foi bem recebido.

O governador ainda passou a impressão de assumir seu estilo, mesmo em pontos que são alvos constantes de crítica, como suas roupas ou sua obsessão com horários, entre outros. Sobre as prévias do PSDB, o tucano praticamente se declarou ganhador.

Doria adotou há algum tempo o termo “calça apertada”, usado por bolsonaristas como deboche. Ele disse que continuará se vestindo da mesma maneira, já que seus trajes o acompanham da mesma forma a vida inteira. Assim como suas “chatices” em relação a questões de disciplina e regras.

Sobre as prévias do PSDB, o tucano praticamente se declarou ganhador e também elaborou o discurso que deve utilizar caso se confirme a vitória, dizendo que não haverá perdedor.

Doria e Eduardo Leite (PSDB-RS) são os principais rivais da disputa -Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus também está na batalha. Filiados escolherão no dia 21 de novembro quem pode ser o candidato a presidente do partido em 2022. Leite também não foi criticado de forma pessoal nenhuma vez, segundo relatos.

O jantar foi organizado pelo grupo Esfera, encerrando ciclo de encontros com os candidatos tucanos que estão nas prévias.

Por Camila Mattoso