FolhaPress

Pacheco vê erros e acertos do governo na pandemia e trata como infeliz frase de Bolsonaro sobre eleição

O presidente do Senado repetiu que as tensões estão sendo superadas

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

BRUNO BOGHOSSIAN E RENATO MACHADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), diz que o risco à democracia deve ser “eternamente vigiado” e considera inaceitáveis tanto bravatas para agradar a uma base política como “pensamentos concretos” que possam representar uma ruptura.

Em entrevista, ele evitou dirigir críticas a Jair Bolsonaro, mas afirmou que a declaração do presidente da República sobre a possibilidade de não haver eleições foi “infeliz” e sujeita a uma “retificação”.

Segundo Pacheco, que vê erros e acertos do governo na pandemia, serão considerados “inimigos da nação” todos os que defenderem retrocessos, “frustrando eleições, defendendo intervenção militar ou rememorando Atos Institucionais”.

As falas ocorrem após dias conturbados, que tiveram início com uma nota do Ministério da Defesa afirmando que não aceitaria “ataques levianos”.

Tratou-se de resposta a uma fala do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), que havia citado o fato de alguns militares aparecerem ligados a suspeitas no governo.

O presidente do Senado repetiu que as tensões estão superadas, acrescentou que a passagem de um general pelo Ministério da Saúde o torna um “personagem político” e afirmou esperar que a CPI apure responsabilidades.

Cogitado como nome para disputar o Palácio do Planalto em 2022, ele afirma não ser o momento de discutir cenários políticos, mas garante que não se fecha “para nenhuma das opções”.
Pacheco disse esperar a pronta recuperação de Bolsonaro, que foi internado com uma obstrução intestinal, e afirmou que o diálogo com o presidente é importante para o que chamou de “pacificação”. A seguir, os principais trechos da entrevista.